O espaço escolar e as brincadeiras na Educação Infantil - mas um pouco da minha pesquisa
Olá, como vão?
Então, hoje eu estou postando mais uma parte da minha pesquisa em uma escola de Educação Infantil e essa parte é referente ao espaço escolar e as brincadeiras na Educação Infantil, como acontece e o quão é importante para o desenvolvimento da criança o ato de brincar e socializar com as outras crianças, já que o princípio da Educação Infantil é o de cuidar-educar-brincar.
Espero que vocês gostem e façam uma boa leitura!
A influência do espaço escolar na
Educação Infantil, com crianças de 0 a 6 anos, tem como finalidade o
desenvolvimento e aprendizagem da criança, e também nas interações entre os a
criança e seus colegas, e em como o papel do educador é essencial para a
criança dentro da instituição. A importância do brincar no desenvolvimento e
aprendizagem na educação infantil é fundamental, ainda mais no universo lúdico, em que a criança
participa consigo mesma e com o mundo, aceita a existência dos outros,
estabelecendo relações sociais, constrói conhecimentos, desenvolvendo de forma
integral e os benefícios que o fato de brincar proporciona no
ensino-aprendizagem infantil.
E é isso que foi visto na observação feita na Escola
Municipal Professor Aurino Nery, ao proporcionar, mesmo com um espaço um pouco
reduzido sem alguns elementos importantes para a Educação Infantil, mas que
mesmo assim promove atividades lúdicas, conforme respondeu a professora que elas
ocupam na maior parte do tempo são as salas de aulas e o pátio da escola quando
estão no recreio. Mas esse espaço externo da escola não as
proporcionam segurança e nem tanta diversão, pois não tem playground, que é
essencial nessa fase de escolarização. O que de acordo com Montessori
A
própria concepção de liberdade na educação é biológica, motivo pelo qual deve
ser entendida como uma “condição apta ao mais favorável desenvolvimento da
personalidade, seja do lado fisiológico, seja do lado psíquico” e, por isso,
inclui o livre desenvolvimento da consciência. (ARAÚJO; et al, 2007, p. 118)
Ao responder isso e também após as
nossas observações pudemos comprovar essa afirmação, pois a sala de aula
observada é bem colorida, com uma ludicidade aparente, tendo até um pouco de
excesso de elementos, como muitas atividades expostas que eles desenvolvem em
sala de aula. O pátio é outro lugar bastante utilizado por elas, até para
brincarem na hora que chegam a escola e no período do recreio, com bastante
brincadeiras entre eles mesmos. De acordo Hank
(2006 apud Lima 2001, p. 16)
o espaço é muito importante para a criança pequena, pois
muitas, das aprendizagens que ela realizará em seus primeiros anos de vida
estão ligadas aos espaços disponíveis e/ou acessíveis a ela. (LIMA, 2001, p. 16)
E isso acontece pois desde ela que nasce é necessário ter
espaços que ofereçam total liberdade para que possa movimentar, ter segurança e
possibilitar a socialização com o mundo e com as pessoas que a rodeiam. E
Montessori defende ainda que
A vida psíquica da criança expanda-se livremente, que se
interesse e manifeste as suas preferências como quer fazê-lo, alimentá-la e
estimulá-la mediante brinquedos apropriados, afastando os perigos, e calmamente
esperar que ela se desenvolva segundo as suas possibilidades. (ARAÚJO et al, 2007,
p 118)
Quando se
diz a respeito das brincadeiras inseridas na escola, que é cheia de movimento,
principalmente no recreio dos pequenos, com brincadeiras entre eles e até pelo
porteiro e um dos alunos que estava fazendo estágio na educação infantil, virou
um momento de descontração. Quando perguntada sobre como as crianças brincam, ela
falou que era sempre em coletivo, em que elas mesmas estipulam regras.
Geralmente elas brincam de forma
coletiva, estipulando regras entre elas, interagindo uma com a outra e até
ajudam um ao outro às vezes, quando o egocentrismo delas, que nessa fase é bastante,
cai por terra. E também auxilio eles nos jogos.
(Professora D.M., 2016)
E isso pode ser entendido
quando a brincadeira ao assumir uma função que
seja lúdica e educativa, a brincadeira para proporcionar diversão, prazer,
potenciação da exploração e o desenvolvimento do conhecimento. A questão do brincar
é uma experiência essencial para qualquer idade, principalmente para as crianças
que estão na Educação Infantil. Assim, a brincadeira já não deve ser mais
atividade utilizada pelo educador apenas para entreter as crianças, mas como
atividade propriamente dita, que faça parte do plano de aula da escola, seja
uma rotina. Desse modo, como Fantacholi (2009 apud Santos 2002, p. 12) destaca
(...)
o desenvolvimento do aspecto lúdico facilita a aprendizagem, o desenvolvimento
pessoal, social e cultural, colabora para uma boa saúde mental, prepara para um
estado interior fértil, facilita os processos de socialização, comunicação,
expressão e construção de conhecimento. (SANTOS, 2002, p.12)
É como em que o
professor se prepara em sua classe, em que ele deve trazer aspectos em que a
criança se motive durante as aulas, e a brincadeira é uma das garantias para se
conseguir o sucesso. O que Fantacholi, no seu artigo “A importância
do brincar na educação infantil”, enfatiza que isso pode ocorrer pelas
atividades feitas
Criar atividades que proporcionam conceitos que
preparam para a leitura, para os números, conceitos de lógica que envolve
classificação, ordenação, dentre outros. Motivar os alunos a trabalhar em
equipe na resolução de problemas, aprendendo assim expressar seus próprios
pontos de vista em relação ao outro. (FANTACHOLI, 2009)
Isto é, o ensino-aprendizagem
precisa estar atrelado a como está o desenvolvimento real da criança, na forma
como ela se relaciona com as atividades feitas e se ela consegue chegar aos
objetivos que a escola propôs para a sua faixa etária e quanto ao nível de conhecimentos e habilidades dessas crianças,
perpassado pelo seu nível de desenvolvimento potencial. Froebel,
defensor das brincadeiras, postula que é um fator significativo, colocando como
essencial, pois o “Brincar é a mais alta fase do desenvolvimento infantil – do
desenvolvimento humano neste período. É a representação auto-ativa do interno –
representação do interno da interna necessidade e impulso” (KISHIMOTO; PINAZZA,
2007, p. 48 apud FROEBEL, 1896,
p.54-55).
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