Considerações da obra “Pedagogia da Autonomia”, Paulo Freire
Olá queridos leitores, quanto tempo!
Esses dias acabei esquecendo de postar, final de férias, essa semana já volta para a rotina normal de estudos e início da pesquisa para a minha monografia. Enfim, esse semestre será bem movimentado, com muitas atividades práticas e relatórios em praticamente todas as disciplinas então vamos com tudo!
Hoje decidi postar uma espécie de "resenha" que fiz do livro Pedagogia da Autonomia para a disciplina de Didática I, no qual faço considerações e apreciações sobre a obra.
Espero que gostem e façam uma boa leitura! Qualquer coisinha deixe seu comentário para que possamos interagir!
Beijos!!
Antes de saber do que se
trata realmente o livro, é preciso entender que Paulo Freire – o autor desse
livro -, que é considerado um dos pensadores mais notáveis na história da pedagogia
mundial, tendo influenciado o movimento chamado pedagogia crítica.
Enfim, no livro logo de
início, a linguagem utilizada por Paulo Freire no livro me conquistou, pois ela
é fácil de ser entendida e acaba sendo objetiva em relação as questões da prática educativa tanto em sala de aula
quanto fora dela, e também na forma de como aluno e professor devem ser
entendidos em sala de aula.
Durante
o percurso do livro, Freire consegue identificar os diversos tipos de
educadores existentes dentro de sala de aula, percebe que apesar de qualquer
coisa, todos os educadores devem ter conhecimento em comum um com o outro. Não
importa se é um educador do tipo bancário ou progressista, ele deve em suma ter
o que é necessário ao aluno. E além disso ele denomina esse ator principal como
um educador e não como professor, já que ele tem como pensamento de que ele
esteja ali como um criador de possibilidade para que o educando construa ou
produza algo, passando a mensagem de que nos transformamos a partir das pautas
levantadas, as curiosidades construídas com aquele conhecimento pelos alunos,
enfim esta é a principal postura que um educador deve ter.
No
meu ponto de vista, a obra funciona como um manual de instruções aos educadores
pois Paulo Freire demonstra a todo momento uma reflexão crítica em relação à
necessidade existente entre teoria e prática, sendo tratado com cuidado para
que a teoria não se torne uma falsidade e a prática visando uma realidade utópica.
Ele também ensina métodos na “forma” de como o educador tem que se “comportar”
em relação aos educandos na sala de aula. Com esses métodos é possível perceber
como é um fundamento importante no saber dar aula, por isso que esse processo
ocorre de maneira perfeita, o aluno acaba sendo estimulado pela sua curiosidade,
elaborando também uma reflexão crítica no modo como ele vai produzindo sua
capacidade de desenvolvimento construindo e forma o seu conhecimento, quando o
ensino é visto como progressivo.
Freire
bate sempre na mesma tecla quando diz que o educador é quem possibilita a
criação do conhecimento e que ele não pode ser uma transferência como muitos
professores fazem na escola e acaba não sendo eficaz e o aprendizado não rende.
Fica bem claro também que quem educa é quem forma o ser.
É
bem evidente a relação educador e educando tratado no livro posta como
essencial, porque de ambos os lados se aprende e absorve conhecimento e tudo
feito de maneira ética, que é outra questão bastante frisada, já que só se
trabalha com a real verdade nesse ato de conhecer. Um ponto de vista observado
por mim, é a posição do aluno perante ao ensino, pois de acordo com o seu
desenvolvimento se vê que é necessário por parte dele ser um aventureiro e
questionador, posicionado como um instrumento que seja contrário daquela
educação dita tradicional que não tem muita perspectiva em relação ao seu
futuro, algo sem inovação, eliminando por fim o falso ensinar.
Enfim,
o livro dá uma receita completa para quem quer ser um belíssimo de um educador,
que saiba ser criativo, que tenha ideias de como realmente ensinar, a ética em
relação às responsabilidades entre educador e educando que devem ser
respeitadas e acreditar que a educação é o modo de “revolucionar” o Brasil,
para que não sejamos reféns de um sistema totalmente desigual. A educação faz
sim diferença quando ela é bem aceita e bem dada. O livro dá o panorama geral
de como a prática educativa se dá dentro da escola, e além disso uma visão
crítica sobre a sua formação metódica na área.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
FREIRE,
Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes
necessários à prática educativa. 52 ed. São Paulo: Paz e Terra, 2015, 143
p.
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